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repertório dos paradigmas de som

Harmonização

Aposição de frequências harmónicas a uma onda sonora.

Acção apenas possível por meios electroacústicos/digitais que consiste em acrescentar ondas harmónicas a um som. Os harmónicos são geralmente sons cujo comprimento de onda é múltiplo ou submúltiplo do som fundamental (o som de origem) e são eles que nos permitem distinguir o timbre dos instrumentos. Exemplo: um violoncelo e um oboé podem tocar a mesma nota (a frequência fundamental), mas conseguimos distinguir os dois instrumentos graças ao facto de emitirem frequências secundárias (os harmónicos) diferentes.

Um som «puro», isto é, composto por uma única frequência sonora, não pode ser distinguido de outro som puro com a mesma frequência; só acrescentando harmónicos diferentes num caso e noutro pode o ouvido distingui-los. Esta distinção ocorre de forma «natural» na vida quotidiana, em particular nos instrumentos musicais, graças aos materiais e à forma dos instrumentos, que introduzem harmónicos no som emitido pelas cordas ou pelos tubos de vento de cada instrumento.

Os aparelhos electroacústicos/digitais permitem criar artificalmente não só ondas sonoras fundamentais (muito desinteressantes e pouco agradáveis em si mesmas), mas também acrescentar-lhes harmónicos. A primeira aplicação desta operação surgiu com a invenção dos sintetizadores. Actualmente é possível ir mais longe na síntese sonora por meios digitais.

Rui Viana Pereira, 2000 ► última revisão: 24-10-2021
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